Pães , Tortas e bolos

Rosquinha de Araruta

A receita da Tia Chiquita: (40 rosquinhas)

Tenho colecionado receitas durante toda a minha vida – revistas, páginas destacadas, meu primeiro livro do meu primeiro curso de culinária, receitas da vovó, receitas da mamãe e finalmente as minhas próprias receitas e livros. Com certeza, as mais curiosas são dos cadernos herdados, onde a grande maioria recebe o título de outra pessoa, por exemplo: Bolo da Magali, Pudim da Nenê, Torta da Tia Nilde, Pãozinho da mamãe… Não sabemos de onde a Magali, a Nenê e tantas outras tiraram as suas receitas. Podem ter sido passadas entre as famílias, entre amigas ou copiadas de outros lugares… O importante é que continuam vivas e preservadas na simplicidade da escrita, desde os ingredientes (uma xícara, um pires…)
Hoje vou passar para vocês uma receita que encontrei nos guardados da vovó. Achei no meio de um caderno amarelado, um pedaço de papel de pão pardo que dizia “Rosquinha de Araruta da Chiquita”. Minha mãe sempre diz que a Tia Chiquita fazia comidinhas maravilhosas!!! Mas o curioso em tudo isso é encontrar a receita anotada pela vovó que sempre fez pães, tortas e bolos de memória…

Para começar é melhor explicar o que é araruta, pois, infelizmente tornou-se uma raridade e tem sido substituída pelo polvilho doce que é um pouco mais denso e doce.

A araruta é uma planta originária das regiões tropicais da América do Sul, infelizmente, em extinção. A indústria alimentícia ao invadir os domínios da cozinha doméstica, substituiu o polvilho de araruta pelo o de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando assim o cultivo da planta. Porém, houve um tempo, em que as donas de casa preparavam biscoitos, brevidades, mingaus e bolos, de araruta. Segundo a sabedoria popular, a araruta tem vários usos medicinais, mas é na culinária que o uso desta planta se destaca, recomendada para pessoas com restrições alimentares ao glúten (doença celíaca). O polvilho da araruta tem uma leveza inigualável. Por isso os biscoitos derretem na boca.

A Fécula de Mandioca é uma farinha amilácea (da natureza do amido) finíssima, modificada através da fermentação natural, apresentando características próprias, também conhecida como polvilho. De acordo com o teor de acidez, o produto é classificado em polvilho doce ou azedo.


Ingredientes:
1 pires de araruta
1 pires de polvilho
1 pires de farinha de trigo
1 pires de banha
1 pires de açúcar
Erva-doce a gosto
2 ovos inteiros
2 gemas

Preparo:
Coloque em uma tigela a araruta, o polvilho, a farinha de trigo, o açúcar, a erva-doce, a banha derretida e os ovos. Amasse bem com as mãos até atingir o ponto de enrolar. Faça as rosquinhas e leve para assar em forno aquecido (180º C), durante 20 minutos ou até ficarem levemente coradas.

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