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Outono é considerado o mês das frutas

Outono é considerado o mês das frutas, esses saborosos alimentos que devem fazer parte da dieta diária de qualquer pessoa, principalmente nesses meses mais frios, quando é difícil resistir às tentações calóricas e manter os hábitos saudáveis.
As frutas da safra costumam ser mais saudáveis, mais frescas e conservam mais nutrientes, pois necessitam de menos esforços para crescer, diminuindo, também, a quantidade de agrotóxicos. Algumas dicas de frutas que fazem parte dessa maravilhosa estação para você continuar firme na alimentação saudável e aproveitando a variedade que esta época do ano possui.

  • Abacate é fonte de zinco e selênio e vitamina E, que combate os radicais livres. Rico em gordura boa que aumenta o colesterol bom e ajuda a combater o ruim. Pode ser consumida como sobremesa ou parte da salada.
  • Caqui possui um sabor leve e adocicado, tem o nível glicêmico muito alto e rico em licopeno. Apesar de ser uma fruta doce, é pouco calórico e fonte de ferro, cálcio e vitaminas E e C e mais fibras. Ótimo para quem está precisando regular o intestino.
  • Goiaba, uma fruta deliciosa, que dispõe como um dos principais nutrientes o licopeno, acompanhado de várias vitaminas, cálcio, fósforo, ferro e fibras insolúveis. Uma fruta de baixo valor calórico e auxilia na prevenção de câncer de próstata. Alguns adoram o suco, outros preferem a goiabada e ainda tem quem goste da geleia, há uma variedade de como pode ser consumida.
  • Limão é uma fruta que conta com alto teor de vitamina C, antioxidantes, um ótimo termogênico e ajuda na quebra do acúmulo de gordura. Também considerado poderoso no combate aos radicais livres. Uma limonada, uma torta de limão cai sempre bem.
  • Tangerina Ponkan, rica em vitaminas, minerais, flavonoides, fibras, potássio, magnésio, pectina e entre outros, seus principais componentes melhoram a saúde da pele, olhos, cabelo, fígado e boca. Previne e atenua os sintomas da gripe e do resfriado, podendo ainda ajudar a aliviar o estresse. Aproveite essa fruta até o bagaço, pois o mesmo é excelente fonte de fibras.
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Curiosidades

O QUE TORNA UMA BEBIDA UM SPRITZ?


O nome vem do alemão “spritzen” que significa “respingo” e se origina de soldados austríacos que estavam baseados na Itália. Eles estavam acostumados a beber água, então adicionaram água com gás ao vinho para enfraquecê-lo e torná-lo um pouco gaseificado.
Com o tempo, a bebida evoluiu e, hoje em dia, o coquetel spritz geralmente se refere a bebidas feitas com parte prosecco ou outro vinho espumante, junto com um aperitivo, complementado ou ‘salpicado’ com um pouco de água com gás ou refrigerante. Eles geralmente são servidos frios com gelo, na maioria das vezes em um copo de vinho.
A proporção clássica é de duas partes de aperitivo, três partes de vinho espumante e uma parte de água com gás, se estiver usando. Isso resulta em um coquetel um pouco mais interessante do que o vinho simples ou o prosecco, com um espumante suave, mas também não particularmente forte. Em outras palavras, um gole perfeito antes do jantar.
Enquanto a versão mais conhecida é com Aperol, você pode usar uma ampla gama de outras bases para obter diferentes personagens de bebida. Isso geralmente significa trocar ou complementar o Aperol com, por exemplo, vermute, amaro, Lillet ou vários outros aperitivos e licores.

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Curiosidades, Dicas

Lillet: o aperitivo francês que é a cara do verão

Lillet é um aperitivo vintage francês, da região de Bordeaux. À base de vinho e licor de frutas, é delicioso para beber bem gelado com uma fatia de limão ou laranja.
O Lillet na cultura
O Lillet foi criado no século XIX, na região da cidade francesa de Podensac, na região de Bourdeaux. É composto por uma mistura de vinhos de diferentes variedades de uvas e uma mistura de álcool em infusões de diversas frutas.
No século XX, mais especificamente nos anos 50, tornou-se pop nos Estados Unidos, virando uma referência “fashion” de bebida, permeando o meio artístico e a alta sociedade. Além disso, há rumores de que a duquesa de Windsor sempre levava em suas viagens uma garrafa de Lillet e ajudou a introduzir o costume da bebida na alta sociedade parisiense e londrina.
Da pop ao chique, o Lillet se tornou uma bebida desejada pelo seu glamour.
No cinema, aliás, o Lillet já fez parte do drink de James Bond, seu “Vesper Martini”, em Casino Royale, adaptado do romance escrito por Ian Fleming em 1953. Da mesma forma, já passou pelas mãos do personagem Hannibal Lecter, que pediu “Lillet com uma rodela de laranja e gelo”. Das telas de cinema para a vida real, o aperitivo foi classificado como a bebida favorita do chef colecionador de estrelas Michelin, Alain Ducasse.
Processo de fabricação
O processo de fabricação do Lillet utilizado atualmente é praticamente o mesmo dos anos da fundação da empresa, no sec. XIX. Dessa forma, na produção da bebida, utiliza-se apenas variedades de uvas brancas, cultivadas na região de Bordeaux, principalmente Semillon e Sauvignon Blanc.
1 – Seleção dos vinhos
Primeiramente, ocorre a seleção dos vinhos base da composição do Lillet, feita de maneira muito criteriosa pelo cellar master. Os vinhos são selecionados de acordo com sua qualidade e características organolépticas.
2 – Frutas e cascas para aromatização
Em segundo lugar, há a escolha das frutas e cascas utilizadas na maceração aromática, porsteriormente misturadas ao vinho.
Desse modo, laranjas doces são importadas da Turquia, Espanha ou Marrocos, enquanto a variedade amarga vem do Haiti. Já o quinino, responsável pelo leve amargor do Lillet, vem da América do Sul. As cascas e frutas são maceradas separadamente em uma solução de álcool neutro e água por algumas semanas, até que os óleos essenciais sejam extraídos ao máximo.
3 – Fortificação
Em seguida, mistura-se ao vinho as infusões de frutas, um processo chamado “fortificação” (semelhante à produção de vermutes). Após esse processo, a mistura é posta em barris de carvalho por cerca de seis meses, onde todos os sabores amadurecem e se fundem completamente.
Notas de prova e harmonização
O Lillet Blanc possui coloração dourada, e seu aroma é predominantemente floral e frutado, com notas de laranja, mel e toques de menta. Além disso, em boca, o vinho apresenta um leve amargor decorrente do quinino, logo substituído por sabores herbáceos e de laranja.
Puro, com gelo ou em diversos coquetéis, o Lillet Blanc vai muito bem no verão, misturado com água tônica e fatias de limão e laranja.

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Curiosidades

RECEITAS PARA O VERÃO


Quando as temperaturas sobem dá até preguiça de cozinhar
Afinal, eu sei bem como é isso, chega na hora de comer e estamos com tanto calor que não conseguimos pensar em nada.
A única coisa que a gente tem certeza nessa época é tomar água, água e mais água, sucos e demais líquidos para hidratar e simultaneamente matar a nossa sede.
Em primeiro lugar, isso é muito importante, mesmo! Fundamental!
Água, água de coco e sucos naturais de frutas para hidratar.
Naturalmente caso compre água mineral, leia o rótulo para ver a quantidade de sódio.
Falando em ler rótulos a dica é: leia sempre!
Em suma, seja consciente do que você está ingerindo.
Cervejas, drinks e vinhos gelados também são muito bons para refrescar.
Só precisamos lembrar que álcool desidrata, então beber água junto é dica básica.
Receitas de Verão com vegetais
Como montar uma salada
Mas não pense que as receitas de saladas precisam ser sem graça, um amontoado de folhas difícil de digerir.
As saladas podem ser incrementadas com legumes, frutas, queijos, castanhas, grãos, carnes, peixes e tudo mais que sua imaginação permitir.
E não tem problema nenhum se você acrescentar uma bela fatia de pão de fermentação natural, torrada ou tapioca.
Precisamos parar com essa ideia que salada é coisa de regime. Não!
Salada é algo muito bom, saboroso e nutritivo, que deve ser acrescentado na nossa alimentação de forma natural.
Comecei pelas saladas exatamente por essa característica principal, o frescor.
Afinal, é isso que estamos procurando nos dias quentes.
No caso de utilizar carnes de frango, boi ou peixes, opte por filés que podem ser grelhados com um fio de azeite e pouco tempo de cozimento.
Legumes crus são uma maravilha, mas se você preferir mais cozidos a dica é cortá-los em pequenas fatias para passar na frigideira com um fio de azeite para dar uma leve tostada.
Por outro lado, frutas trazem a doçura de seus sabores e mais frescor nas nossas receitas para o verão.
Quanto aos grãos, uma dica prática e rápida é o couscous marroquino, sêmola de trigo.
Fácil de encontrar no mercado. Hidrata rapidamente e não tem como errar o ponto.
Enfim, grãos diferentes é que não faltam: quinoa, grão de bico, cevada, lentilha, etc.
Onde servir?
Se é preciso ânimo para comer e a gente come primeiro com os olhos.
Então a dica é caprichar na apresentação.
Em primeiro lugar, quando você mistura diversos ingredientes coloridos de formatos diferentes o prato já fica bonito.
Mais uma dica é servir em bowls (pequenas tigelas). Não em pratos.
Fica melhor para arrumar a salada, espalhar o molho.
E, igualmente, mais interessante para comer com os olhos.
Ou seja, aposte em bowls de cerâmica diferentes.
Prefira aqueles criados por artistas plásticos.
Além de serem mais bonitos, você está incentivando a produção artesanal.
Quer dizer, valorizar a produção artesanal é apoiar a criatividade, a diversidade e o trabalho familiar.
Além de tudo eles são fáceis de guardar, empilhando um no outro.
E, da mesma forma, no inverno poderá utilizá-los para servir sopas!
Azeites
Antes de mais nada #ficaadica : utilize azeites! Tenha vários em casa.
São saborosos e fazem bem para a saúde.
Ao mesmo tempo, trazem um toque todo especial para os pratos.
A dica aqui é: conheça os azeites brasileiros!
Temos ótimos exemplares dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Há, inclusive, um Guia de Azeites do Brasil – editado pelo especialista Sandro Marques.
Claro que muitas dessas receitas de verão são, na verdade, uma sugestão para misturar ingredientes.

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Curiosidades

O Dia das Crianças


É uma data comemorada em diferentes países. De acordo com a história e o significado da comemoração, cada país escolhe uma determinada data e certos tipos de celebração para lembrar de seus menores. Ao mesmo tempo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convencionou o dia 20 de novembro para se comemorar o dia das crianças.
A escolha desta data se deu porque nesse mesmo dia, no ano de 1959, o UNICEF oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos válidos a todas as crianças do mundo como alimentação, amor e educação. No caso brasileiro, a tentativa de se padronizar uma data para as crianças aconteceu algumas décadas antes.
Em 1923, a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. No ano seguinte, aproveitando a recente realização do evento, o deputado federal Galdino do Valle Filho elaborou o projeto de lei que estabelecia essa nova data comemorativa. No dia 5 de novembro de 1924, o decreto nº 4867, instituiu 12 de outubro como data oficial para comemoração do Dia das Crianças.
Entretanto, a data não se tornou uma unanimidade imediata. Somente em 1955, a data começou a ser celebrada a partir de uma campanha de marketing elaborada por uma indústria de brinquedos chamada Estrela. Primeiramente, Eber Alfred Goldberg, diretor comercial da empresa, lançou a chamada “Semana do Bebê Robusto”. O sucesso da campanha logo atraiu a atenção de outros empresários ligados à indústria de brinquedos.
Com isso, lançaram uma campanha publicitária promovendo a “Semana da Criança” com o objetivo de alavancar as vendas. Os bons resultados fizeram com que esse mesmo grupo de empresários revitalizassem a comemoração do “12 de outubro” criado pelo deputado Galdino. Dessa forma, o Dia das Crianças passou a incorporar o calendário de datas comemorativas do país.

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Curiosidades

O que é CARPACCIO?

Com a chegada da primavera semana que vem, que tal um prato fresco e delicioso de carpaccio?
Mas, o que é CARPACCIO?

O Carpaccio surgiu meio por acaso num beco sem saída perto da Praça São Marcos, em Veneza. Ali, na Calle Vallaresso nº 1232, fica o Harry’s Bar – de Giuseppe Cipriani que, nos seus quase oitenta anos, foi sempre frequentado por gente famosa, Ernest Hemingway, Somerset Maugham, Arturo Toscanini, Orson Welles, Aristóteles Onassis, Maria Callas, Truman Capote, Charles Chaplin. Para eles Ciprianni inventou drinks de sucesso -como o “Bellini” ou o “Tiziano“.
Mas nada lhe deu tanto prestígio quanto aquelas lâminas muito finas de carne crua, acompanhadas de molho à base de mostarda. Tudo aconteceu em 1950, quando a condessa Amália Nani Moncenigo pediu a seu velho amigo Giuseppe, que lhe preparasse algo com carne crua (rica em ferro) – exigência do seu médico, que tentava curá-la de severa anemia.
Não era tarefa fácil. Sobretudo porque havia, nesse tempo, grande preconceito em relação a carnes cruas. Mas a receita acabou sendo um sucesso absoluto. O nome foi escolhido por estar havendo na cidade exposição do pintor renascentista Vittore Carpaccio (1460-1525), conhecido por usar em todos os seus quadros luminosos tons vermelhos. Lembrando a cor da carne crua. Ao Brasil chegou só na década de 70, trazida por Massimo Ferrari, para seu restaurante em São Paulo – o “Massimo”.
Passou o tempo. E, hoje, há já muitas variantes daquela primeira receita – agora também usando lâminas de peixe, frutos do mar, legumes, frutas e até queijo. E, como acompanhamento, molhos diversos – sendo mais comum, entre nós, um feito com azeite, mostarda, limão, alcaparra, salsinha, sal e pimenta, polvilhado com lâminas de queijo parmesão.
Em 1980, morto Giuseppe, assumiu o bar seu filho Arrigo Cipriani. Com o cuidado de não mudar nada na casa, nem a decoração, nem o cardápio – exceção apenas, em sua mesa de trabalho, à presença de um moderno computador. Por isso quem andar pela bela cidade de Veneza, ainda hoje poderá degustar, naquela ruazinha tranquila, um carpaccio que será servido com a mesma receita criada pelo velho Giuseppe Cipriani. Vale a pena.

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Curiosidades, Receitas

FOLCLORE


O preparo dos mais diversos pratos da culinária brasileira está ligado aos aspectos socioculturais de nossa história e recebeu a influência de outros povos que aqui estiveram em épocas passadas e nos Legaram em patrimônio cultural valioso, influenciando e dominando até mesmo na alimentação. A variedade de sabores e preferências regionais, com suas especiarias e temperos próprios, tornam-se irresistíveis ao paladar mais exigente de qualquer arte da cozinha nacional.
A culinária do Brasil é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, e de outros povos, indígenas e africanos. Muitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo sofrido adaptações por parte dos escravos e dos portugueses. Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais. A feijoada, prato típico do país, é um exemplo disso. Os escravos trazidos ao Brasil desde fins do século XVI, somaram à culinária nacional elementos como o azeite-de-dendê e o cuscuz. As levas de imigrantes recebidas pelo país entre os séculos XIX e XX, vindos em grande número da Europa, trouxeram algumas novidades ao cardápio nacional e concomitantemente fortaleceu o consumo de diversos ingredientes.
A alimentação diária, feita em três refeições, envolve o consumo de café-com-leite, pão, frutas, bolos e doces, no café da manhã, feijão com arroz no almoço, refeição básica do brasileiro, aos quais são somados, por vezes, o macarrão, a carne, a salada e a batata e, no jantar, sopas e também as várias comidas regionais.
As bebidas destiladas foram trazidas pelos portugueses ou, como a cachaça, fabricadas na terra. O vinho é também muito consumido, por vezes somado à água e açúcar, na conhecida sangria. A cerveja por sua vez começou a ser consumida em fins do século XVIII e é hoje uma das bebidas alcoólicas mais comuns.
Os índios brasileiros tinham uma mesa farta e variada, graças à abundância da caça, pesca e dos frutos silvestres, de que se serviam. A farinha de mandioca tão popular entre o povo, do mais simples ao mais requentado, é uma herança indígena. Depois de retirar a raiz, secavam-na ao sol ou ralavam-na ainda fresca numa prancha de madeira cravejada de pedrinhas pontiagudas, transformando-a em farinha alva, empapada que colocavam para escorrer e secar num recipiente comprido de palha trançada. O resultado é o tucupi, ingrediente essencial no preparo de um famoso prato da cozinha brasileira: o pato no tucupi. Além de ser usado como farofa ou para fazer beijus, pirões, sopas e mingaus, o tucupi pode ser servido como sobremesa, regado com mel. As bebidas eram extraídas dos ananás, do caju, guaraná, jenipapo, acaiá e outros produtos nativos.
O milho muito usado pelos índios foi amplamente aceito pelos portugueses, de paladar mais refinado, que preferiam a comida preparada pelas escravas negras do que as da mão indígena. As negras eram mais experientes eram mais caprichosas na arte de comer bem e assim, introduziram o coco-da-bahia, o azeite de dendê, a pimenta malagueta, o feijão preto, o quiabo e outros ingredientes para a elaboração de pratos mais requintados.
A união das três raças criou uma cozinha tipicamente brasileira, desenvolvendo o uso constante da panela de barro, da colher de pau e do fogão de lenha, indispensáveis para aprimorar qualquer quitute.
Folclore e superstições alimentares:
A maioria das superstições brasileiras à mesa tem origem portuguesa. Algumas tribos indígenas evitavam apenas comer seus animais totem e os escravos tinham o costume de não deixar restos de comida no prato para que não pudessem ser utilizados por seus inimigos.
A base das restrições envolve a mistura de comidas e a ingestão de bebidas após certos alimentos. A salada de frutas, por exemplo, era mal vista devido a isso. Da mesma forma, a ingestão de cachaça após certos alimentos como leite, mangas, melancias, bananas e farinha, ou o leite com pinhas, banana-anã, jacas e principalmente, mangas. O leite, aliás, por ser visto como um alimento completo não necessitaria de outros e por isso a mistura faria mal à saúde. Outras restrições envolvem o comer em excesso que causaria doenças, como o consumo da cana-de-açúcar e de melancias ao sol e ainda outros alimentos teriam efeitos medicinais, como a cachaça que cortava os efeitos da gripe e dos resfriados e as frutas cítricas.
Quando da utilização do fogão à lenha algumas superstições envolviam o acendimento e o apagamento da chama. Por exemplo, a utilização de papel para acender o fogo, fazia com que a comida ficasse sem sabor. Não se devia apagar o fogo com água,[ ou pisando-se sobre as brasas,nem acendê-lo pelo meio ou atiçá-lo com objetos metálicos. Jogava-se alho ao fogo para afugentar o diabo quando o fogo estivesse soltando faíscas.
Durante o preparo, há ainda a crendice da boa e da má mão. Ter boa mão é preparar a comida com qualidade, de forma rápida. Culpa-se a má mão quando não se acertam os temperos ou o preparo. Ainda outras crenças envolvendo o preparo incluem o mexer a comida em uma única direção e por uma única pessoa e a proibição de bater na borda da panela com a colher o que poderia ameaçar o preparo, “fazê-lo desandar”.

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Chocolate Quente


Foi a Suíça que popularizou o hábito de adicionar um bom chocolate ao leite em alta temperatura. Normalmente leva chocolate ralado para um resultado mais cremoso. Há, ainda, outras opções para espessar, como gema ou amido de milho.
Também seguindo costumes de lugares mais frios, podem ser incluídas bebidas alcoólicas, como conhaque, whisky ou algum tipo de licor que, em regiões como os Alpes, são um reforço para minimizar as temperaturas abaixo de zero. E como tudo que é bom pode ser melhorado, os desdobramentos da receita ganharam incrementos que incluem especiarias (canela e noz-moscada, principalmente) e cremes – inglês, de leite e chantilly são os principais.
É da Europa? Não! Das Américas Apesar dessa pegada europeia, o chocolate quente, em sua versão mais genuína, nasceu mais perto daqui. Originalmente, era apenas a amêndoa do cacau torrada e moída com pedras (rolo), até hoje são usadas – no México, principalmente -, que transformam em bebida essa pasta de cacau, misturada com água. Existem registros de que os maias, olmecas, astecas e até os incas, entre México e América Central, cultivavam e transformavam o cacau na versão líquida. Era vista como bebida fortificante, bebida dos deuses, tomadas em rituais.
Foram os espanhóis, vindos para as Américas, que levaram o cacau para a Europa, entre os séculos 17 e 18. De lá, o fruto adentrou para França, a Holanda e Suíça, onde a combinação de água com o cacau em pasta ganhou ingredientes novos. Primeiro, foi só açúcar.
Foi ali, numa das casas dos Alpes, que o cacau começou a ser transformado. Com a descoberta de que poderia ser extraída manteiga do fruto, surgiram as barras de chocolate, como opção de doce. Ele sai de um produto que é só bebida e vira sobremesa, com participação e influência de várias culturas.
Segundo ele, a Inglaterra foi uma das primeiras a misturar o chocolate com outros ingredientes – o leite, principalmente.
A Espanha, como porta de entrada do cacau, tem o chocolate quente completamente diferente de todos os lugares da Europa: não é tão doce é mais amargo, muito próximo do que encontraram na região do México.
No Brasil, o cacau chegou através dos franceses, através da Guiana Francesa. Desembarcou na região da Bahia, onde passou a ser cultivado, derivando um verdadeiro império dos barões do cacau. Paralelamente, a turma que vivia na região da floresta amazônica – Pará e Amazonas, sobretudo – já conhecia o valor do fruto e também o explorava. Surgiram disputas, incluindo ações criminosas com a disseminação da vassoura-de-bruxa. Isso provocou um atraso de 40 anos na produção de cacau brasileira, mas hoje sabemos que temos um chocolate de qualidade e não mais enxergamos que um bom chocolate é apenas o belga ou suíço.

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Sobre a Gastronomia Árabe


Os primeiros traços culturais árabes no Brasil chegaram com os portugueses, resultado da influência que absorveram em quase oito séculos de dominação árabe na Península Ibérica.
Na cultura árabe, a comida tem uma grande representatividade para a comunicação, e as refeições são o centro dos encontros familiares e círculos sociais. A variedade, da culinária árabe é enorme, e não existe somente a de um país especifico, que denominamos de “cozinha árabe”, pois há influência de vários países árabes.
Se voltarmos no tempo e olharmos na história da culinária árabe, descobrimos, por exemplo, o por que dos povos dessa região têm a carne a base da sua alimentação, enquanto outros alimentos são menos consumidos, como as frutas frescas, hortaliças, peixes ou frutos do mar. Encontraremos, também na história da culinária árabe, o leite de cabra e de camelo e o gosto pelas especiarias. A introdução das especiarias na cozinha árabe é o resultado direto do comércio, que eles faziam no Mediterrâneo e da intensa atividade comercial da época.
A importância dos grãos na culinária da região é enorme. Muitos pratos árabes, alguns deles muitos conhecidos por nós brasileiros, são à base deles, como o falafel e o homus, feitos com a pasta de grão-de-bico. Já, os doces árabes, elaboradíssimos, são feitos geralmente de nozes, amêndoas, frutas secas e mel, e aromatizados com deliciosas essências, como a de rosas e a de flor de laranja.
Chá e café são importantes no mundo árabe. O chá desempenha um papel importante na sociedade, pois pode ser servido quando um anfitrião deseja mostrar hospitalidade a um convidado, ou como parte integrante das reuniões de negócios.
Muitas das palavras que utilizamos na língua portuguesa, têm origem no árabe, incluindo alguns relacionados à alimentação: açúcar (as-sukar, areia branca), alface (al-khaç – veio a substituir o latim lactuca, leitosa, leituça, leituga), azeite (az-zayt, substitui óleo, óleo de oliva), açafrão (az-zafaran, amarelo), açougue (as-suk), laranja (naranj deriva do Persa naräng), salada (salata).
Pimenta, noz-moscada, cravo e canela que ressaltam o sabor na culinária brasileira, mas o uso dessas especiarias, assim como do azeite no lugar da banha de porco e até o sagrado cafezinho são marcas da cultura árabe, uma influência que vai muito além das esfihas e quibes, totalmente incorporadas em nossa mesa.

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Todo dia 29 é dia de NHOQUE


Como muitas outras tradições envolvendo gastronomia espalhadas pelo mundo, o nhoque da fortuna tem origem na Italiana. Reza a lenda que, em uma noite de 29 de dezembro, São Pantaleão, um santo católico vivido no século IV, perambulou maltrapilho por um vilarejo da Itália.
Com muita fome, ele bateu à porta da casa de uma família numerosa e com pouca comida na mesa. Apesar disso, o patriarca dessa família fez questão de dividir o jantar com o desconhecido.
E adivinha o que pai, mãe e cada um dos filhos do casal estavam comendo? Sim, dividiram o que estavam comendo: nhoque! Para dividir com São Pantaleão a pouca quantidade que tinham, a família teve de se contentar com sete pedacinhos de massa para cada um. Após comer e agradecer a acolhida, São Pantaleão se foi.
Quando foi tirar a mesa, o patriarca descobriu que havia um monte de dinheiro embaixo dos pratos. Por isso, todo dia 29 é Dia do gnocchi della fortuna (ou nhoque da sorte)!
O ‘Dia do Nhoque’ foi trazido no final do século 19 pelos imigrantes italianos, que estavam em busca de sorte melhor neste fantástico país. Sorte, que em italiano é chamada de ‘fortuna’, era basicamente entendida como dinheiro no bolso, por isso, a tradição manda conservar a mesma nota de um dia 29 para o dia 29 do próximo mês
O nhoque nasceu há mais de 2 mil anos, durante a época romana, mas inicialmente era feito com farinha, manteiga, ovos e alguma erva aromática. A batata, alimento típico dos Andes peruanos, só apareceria séculos mais tarde, após a chegada de Cristóvão Colombo às Américas. O formato também mudou ao longo do tempo: em sua origem, o nhoque era cortado em rodelas com um copo, mas, após a incorporação da batata, ganhou a forma em pedaços que se tornaria um clássico da gastronomia italiana.

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